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Julho 15 2009

 

Um dia, entrei na biblioteca escolar, onde me encontro a leccionar e dei com alguns quadros pendurados na parede. Senti-me imediatamente atraída por eles. O traço, a atmosfera, a composição, o tema… alertaram os meus sentidos. Desloquei-me lentamente ao longo das paredes completamente fascinada com o que observava. À questão sobra a autoria dos mesmos, foi-me dito que eram de uma colega da escola. Não mais me esqueci daquelas pinturas que se haviam tornado tão familiares. Uns tempos depois, como não poderia deixar de ser, descobri a autora. Conversámos e estendemos a nossa amizade recente às ruas da cidade.

Um dia, quando menos esperava, ela lançou-me um desafio. Apresentou-me as pinturas scanizadas e pediu-me que, ao observá-las tentasse, construir uma estória para as mesmas. Estou habituada a desafios solitários, mas, apaixonada pelas imagens, respondi que iria tentar. Chegada a casa, observei atentamente as imagens que, segundo a autora não tinham relação alguma entre si. Não parecia conseguir arranjar um fio condutor entre elas. Fui tomada de um pânico súbito. Teria eu aceite um desafio que não venceria? Voltei a mergulhar nas imagens respirando a sua atmosfera… e tudo se tornou subitamente claro. Alinhei as imagens, deixando algumas de fora. Não, não era isso que pretendia e não era seguramente isso que a minha colega quereria. Depois, deste modo, nunca seria um verdadeiro desafio. O verdadeiro desafio passa por não deixar imagens de lado. Voltei a imergir na atmosfera das imagens… Desta vez, imagens adormecidas da minha própria infância soltaram-se no meu consciente. Voltei a colocar as imagens em ordem e… tinha o enredo acabado. Foi então que comecei a escrevê-la para não mais a deixar. Não demorou muito tempo. Mas, durante o tempo em que ela se gerava na minha cabeça, os mais diversos sentimentos tomaram conta de mim, numa viagem vertiginosa a todos os recantos do meu ser. Sim, as imagens tinham uma estória, a sua… foi só descobrir a sua mensagem ou melhor – a minha. Como todos enredos, ele pode ter o final que nós lhe quisermos dar. Este parece ainda não o ter. Embora já o tenha alinhavado na minha mente, algo em mim parece resistir ao acrescento. Mas tenho a certeza de que vou fazê-lo. Parece faltar qualquer coisa ao enredo. E os finais felizes são necessários para as crianças. Elas precisam de ter a esperança de que tudo tem uma solução, e que se não a encontramos não é porque não haja, só não a encontrámos.

 

publicado por fatimanascimento às 08:34

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